Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".
Mostrar mensagens com a etiqueta o meu rural. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta o meu rural. Mostrar todas as mensagens

domingo, 9 de julho de 2017

No alto do pico do Pico Ruivo do Paul da Serra

E, ontem, subi até ao alto do pico. Aquele ponto branco na primeira fotografia é o mê Gugu. Valente. Foi à frente a abrir caminho.
E quem sobe 700 metros desce os mesmos...mas para baixo todos os santos ajudam, não é? Ajudam ajudam, mas a empurrar...
E a giesta e as silvas...ai as malvadas que arranham o corpo.
Depois, o sol que fervia como água quente a tornar mais difícil a caminhada.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Pensei que...

Sempre estudei que os dias de verão são maiores. Pois acho que não. Estes dias têm sido pequenos, passam a voar. Quando penso que ainda estou na manhã já é tarde... Se julgo ser ainda seis horas já são oito e por aí...

São dias que passam a correr e eu, de pernas cansadas, não consigo apanhar.
São dias bons cheios de Pulgas a saltar, casa desarrumada, brinquedos espalhados.
Mas falta-me tempo. A minha empregada veio engomar na passada quinta e ainda tenho a roupa toda para colocar nos sítios, a propósito algum voluntário ou também estão atarefados?
Enfim, dias de verão e, a saber, eu sou assumidamente uma amante do verão mas ele tira-me o fôlego de tanta paixão.

Fotografia: desde a Pontinha (ou doca) a ver a baía do Funchal

sábado, 24 de junho de 2017

Ver a sombra

É tradição aqui, no meu rural, na noite de São João ir ver a nossa sombra na água. Reza o mito que se não a virmos não chegaremos ao próximo São João.
Sei que é superstição, mas o hábito fica enraizado nas pessoas e é vê-las na ponta do cais a fazer brincadeiras para a água na esperança de ver a sua sombra sem dúvidas. Os mais antigos fazem solenemente esta tradição e até contam que fulano, filho de beltrano, irmão do sicrano não viu a sua sombra e morreu antes do são João seguinte.

Não sou de superstições mas antes prevenir que remediar e ontem pelas cinco e meia da manhã, estava a dormir...de repente acordo a me lembrar que não tinha visto a sombra. Corro à cozinha, encho uma panela com água e ponho a cabeça em cima dela, abano para um lado, abano para o outro, levanto baixo para ter a certeza que aquela sombra era a minha mesmo estando sozinha.
Até para o ano...

Fotografia: Caniçal, ponta este da ilha da Madeira

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Vim de cesta cheia

Fui à horta (àquela que anda esquecida e que tenho descuidado a sua limpeza, rega e tratamento), e vim de coração cheio. Na cesta onde coloquei salsa, couve, pimpinela, tomate cacho, além dos que a foto reproduz: tomate cereja e tomate lagartixa, trouxe também uma certeza: mesmo que eu não cuide a natureza segue o seu ritmo. E eu agradeço...

sábado, 6 de maio de 2017

Eu dou-me nisto. E venha o sol o vinho as flores...

Logo pela manhã a chuva bate nas persianas da janela e chama-me à razão. Era hora de levantar este corpo (outrora Danone agora baleia assim a modos que azul meia-noite) e passear.
Dez horas diz o galo no campanário da igreja da Sé e a galinha da vizinha cacareja no quintal.
Dez horas de um dia chuvoso mas não frio.
Depois de levantar o corpo outrora Danoninho agora Michelinho, fazer as orações matinais, e obrigações inerentes ao levantar, tais como espreguiçar, bocejar e outros fui ao encontro de doze pessoas (apenas conhecia duas) para um passeio tipo meia-volta à ilha.
Pelas dez horas de hoje abandonámos o Funchal e a chuva e fomos ao encontro do sol.
Vimos as montanhas, olhando de baixo para cima e de cima para baixo, tanto subimos como descemos, atravessámos túneis, cortámos caminhos. Houve trambolhão e joelho esfolado. Houve risos, abraços, choros e cansaços.
Foi um dia pleno de amizade. Foi dia de unir Madeira ao continente português...porque somos Portugal.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Festa da Flor 2017. A Madeira está em festa

Não preciso dizer nada. A beleza das flores sobrepõem-se às minhas palavras.
Desfrutem da beleza ímpar de cada flor. Só digo que ao  vivo é um sopro no coração.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Madeira não é Portugal

O presidente do Governo Regional afirmou hoje que não tenciona conceder tolerância de ponto no dia 12 de Maio, uma vez que “não faz sentido”.
“Se estivéssemos num território com continuidade territorial fazia sentido”, afirmou Miguel Albuquerque, explicando que só se justificaria caso os madeirenses tivessem a possibilidade de irem para Fátima.

Pois é assim: os funcionários públicos vão ter tolerância de ponto aquando da visita papal a Fátima, no dia 12 de Maio, mas, nós, madeirenses não.
O governo dos Açores concede a tolerância nesse dia. Se formos a ver a geografia de Portugal Continental e insular vemos que a ilha do Corvo e das Flores é todo o arquipélago dos Açores é uma continuidade territorial...fica assim, a modos que, ao lado do Santuário de Fátima daí a razão da tolerância.

domingo, 23 de abril de 2017

Piscinas Naturais do Seixal

Sou rapariga de palavra como podem comprovar. O que é prometido é de vidro, perdão, é devido. São de água do mar, salgadas e naturais. Um regalo olhar para elas.
"Soberbo", como dizia um estrangeiro retendo a respiração.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Podia ser o Havai mas é Santa Cruz, ilha da Madeira

E no Havai não há pedras de calhau há um areal amarelo que com vento nos torna num croquete ou rissol pronto a ir à frigideira quando damos um creme para proteger a pele.
Tão bom sair da água sem areia entre os dedos dos pés! Tão bom mastigar uma maçã sem ter areia entre os dentes!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A vida é para ser vivida e não tirada

Foi a sepultar a jovem vítima de violência por parte do antigo namorado. Ela advogada, ele personal trainer, portanto, pessoas com formação académica. Tinham já posto termo à relação, mas ele não aceitou.
É difícil entender ou compreender que, alguém de quem se gostou, possa ter um comportamento tão obsessivo/compulsivo. Como pode uma pessoa munir-se de uma faca, sair de casa às quatro da manhã para matar alguém que um dia foi-lhe chegado?
Ela foi apanhada de surpresa por ele que lhe desferiu umas facadas e espalhou o sangue pela casa. Macabro!
A violência doméstica não tem idade nem classe social. A violência está entre nós, está num momento em que o cérebro deixou de comandar os movimentos, trazendo ao de cima o lado mais negro de uma pessoa.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Ouvido de passagem entre dois que nada fazem

Dois vizinhos cá do burgo, ambos rapazes com mais de quarenta anos que adoram polir a esquina da rua como o seu rabo sempre encostado à parede e ainda vivem com os pais que trabalham até à exaustão para alimentar estes dois solteirões e restantes membros, dizia um para o outro:
- O melhor lugar para se trabalhar é aqui na Madeira.
Ora bem, meus senhores, aqui eu cocei-me toda desde a ponta do pé até ao couro cabeludo por achar que estão cobertos de razão.
Aqui é o melhor sítio para os "pais deles" trabalharem porque se um dia os pais emigram à procura de melhor trabalho eles vão avergar a giba porque a mama vai secar. E o leitinho quente e papinhas de bolacha Maria com banana esmagada vai faltar.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Muitas vezes nem damos conta o quanto é reconfortante

Um banco, um jardim, relva, uma paisagem outonal, e eu que procurava um lugar para descansar, encontro-o ali, ao virar da esquina, onde o vento faz a curva. Tão perto e nem sabia o quanto é apaziguadora esta quietude.
Não é preciso muito para ser feliz

segunda-feira, 20 de março de 2017

Anda ver o mar e esfoliar as costas e os calcanhares nas pedras

Ohhhhhh, é de areia preta! Devem estar a dizer baixinho com ar de decepção! Pois é, não estamos nas Caraibas! Atão não sabem que a nossa pedra é basáltica? Nunca poderia dar areia amarela.
Mas é linda!
Ohhhhhhh, mas tem pedras! Ah, pois tem. Atão não gostam de esfoliar os calcanhares e o corpo? Não pagam por uma sessão de massagens com pedras quentes nas costas?
Aqui é de borla!
Vamilhá correr na praia...Se conseguirem!

Fotografia: Praia Formosa, Funchal, Madeira

segunda-feira, 13 de março de 2017

Mulheres, sabem o que fazem os homens!?

Cheguem-se aqui à minha beira, aproveitem os banquinhos ainda livres e virados para o sol que vamos dar início ao uorquechope sobre o tema: "o que fazem os homens quando as mulheres se juntam para uma saída só de mulheres que inclui jantar".
Não sabem, pois não? Atão eu digo, afinal nasci para vos ensinar o caminho da luz.
Os homens também se juntam numa galhofada sem mulheres por perto a travar as brincadeiras e vão jantar fora.
Pensam que eles ficam em casa a remoer o abandono? Pensam que ficam a encharcar lenços de papel com lágrimas, suor e moncos por serem preteridos?
Povo enganado! Eles partem numa aventura em grupo, quiçá, melhor e mais recheada que o programa das suas mulheres.
E a felicidade estampada na cara deles é notória, digna de registo.
Olhem que eu vi com estes lindos olhos cor de alface, mentira, são de beringela. Mas vi tantos grupos de homens felizes, no dia em que as mulheres se juntaram para uma saída....

quarta-feira, 1 de março de 2017

Se tu visse o que eu vi o-i-o-ai

Como já referi, ontem, foi um dia "pra lá de Bagdade" de bom tanto a nível da comida como o passeio. Alias, passear à beira-mar tem o seu quê de romantismo. Não é para onde vão os casais namorar?
Oras, estava eu a passear pela marginal do Paul do Mar, quando a fazer uma panorâmica de 180 graus, olho para o hotel sobranceiro à dita marginal e que vejo.
Vejo....
Vejo um turista na varanda do seu quarto de hotel completamente nu a assistir ao belíssimo pôr-do-sol, de pé, com as mãos pousadas no varandim, com total desembaraço, nada acanhado, sem se preocupar com quem estava a passear na marginal.
Uma descontracção que deixa com contracção quem por lá passava.
Haja decoro.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Há dias assim...

Há dias que, sem nada previsto, acabam por ser espectaculares.
Começa com a pergunta: "onde vamos?" Depois, é só meter-se a caminho.
Almoço num sítio à beira-mar, um pôr-do-sol magnífico que nos deixa românticos e, por fim, a célebre poncha.
Porque a vida sem romance é como um jardim sem flores.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

É com muita vaidade que anuncio que...

...O meu rural é um destino popular.
Alô gran-canários e esta que tal? Fiquem lá com as praias de areia amarela, quilos e quilos de areia a perder de vista, as dunas e os dragoeiros  que nós com o nosso basalto e areia preta entrámos a matar logo para quarto lugar. Não temos praias de areia amarela mas temos floresta, levadas, montanhas...
Obrigada a quem nos visita. Voltem sempre.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Só quem vê é que entende!

Meus senhores (e minhas senhoras também) que falta de responsabilidade existe neste mundo redondo! Que falta de civismo, meu Deus! Mas anda tudo louco?!

Atão não é que alguém entra numa via rápida e bate em quem lá circula e arma-se em triste coitada?! Atão não é que para se armar em vítima diz que quem circulava é que tem de assumir a culpa!?
Onde já se viu entrar numa via-rápida, cruzar logo duas faixas arrastar quem lá circula até os rails de separação, encurralá-la e dizer que esta pessoa bateu atrás quando é o lado dianteiro que está amolgado!?
Haja civismo e responsabilidade...Admitir os erros custa, mas liberta a consciência!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Não entendo! Camada de gente insatisfeita!

Hoje esteve frio; deixem-me acrescentar que para nós, madeirenses, frio é a temperatura aos treze graus. Pelas catorze horas estava a vinte e já se bufava de calor.
Nunca estamos satisfeitos. Se está frio reclamamos, se faz calor há queixas, se está a treze já se briga com o tempo porque está um frio do diacho, se logo de seguida sobe a vinte, como agora, já se ouve gente a dizer que "está impossível"...
Até eu que vesti uma camisola de lã já barafustei com o sol a ferver nos pés...
Será que algum dia vamos aceitar o tempo? Jamé!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Viver à conta do governo é tão bom!

Que o diga os meus vizinhos, um casal cá da urbe que nada faz a nível profissional, e que faz-me pensar que quem vive à sombra dos que trabalham (e por isso descontam para estes) é que são uns felizardos.
Além de não se apoquentarem com as tarefas inerentes ao trabalho que, como todos sabeis, dão cabo da saúde e desgastam o cérebro, além de não cumprirem horários, além de não terem tarefas de cozinha uma vez que os filhos passam o dia na escola e por lá almoçam têm dinheiro suficiente para ter um Iphone 7.
Iphone7 é uma careza, senhores! Há muita gente que trabalha e não pode comprar este equipamento!

Mas por outro lado penso que uma vez que vivem em casa do governo com renda baixa, ou sem pagar, nem sei!,  uma vez que por isso os filhos têm apoio social, uma vez que auferem um rendimento social, esse é para as futilidades e para comprar um telemóvel topo de gama e andar a fazer "ciganas" a quem não tem.
Por isso, digo e redigo: mais vale viver de esmola do governo do que trabalhar....
Burra, otária que sou em não ter pensado nisso!