Pulgas, Pulgas, Pulgas. Para qualquer lado que me vire encontro sempre uma. É à frente, é atrás, é em todo o lado, mas no colo é onde poisam. Perseguem-me. Fujo, escondo-me, mas encontram-me. São pequeninas e saltitam muito, dificilmente as agarro porque não param um minuto. Não há no mundo pulgas como estas, porque são: "As minhas Pulgas".

terça-feira, 28 de março de 2017

Acordei de olhos abertos. É um bom presságio


Vamilhá a ver se a boa disposição e os olhos abertos - sinal que estou viva e a mexer o dedo do pé, se mantêm até à noite ou se ainda mato alguém antes do adormecer por me ter tirado este sorriso, o 75 - o da satisfação - da cara.
Bom dia, minhas amigas e amigos. Que o vosso dia seja prenhe de alegria. E façam como eu: matem que lhes infernizar a vida, por que hoje é dia de ser feliz.

segunda-feira, 27 de março de 2017

A felicidade é como o telemóvel. Temo-la na mão e andamos à procura

Pareceu-me ouvir o telemóvel tocar. Não parece, toca mesmo. Levanto-me apressada e vou a correr à procura do dito que tocava sem parar. Não o encontro. Mas estava mais perto, percebia pelo tom do toque.
E tocava...

Até que dei de conta que andava de um lado para outro, como um mosca à procura da luz, com ele entre os dedos.
Tive-o sempre na mão e procurava-o.

Fez-me lembrar que acontece com a felicidade. Temo-la na palma da mão e procuramos. Camnhamos com ela entre os dedos, debaixo dos nossos olhos e não damos conta. E quando nos apercebemos, deixou de tocar como o telemóvel.

(Pronto, cuidado que as minhas "armonas" estão a saltitar como pipocas.)

domingo, 26 de março de 2017

Mas por onde andas tu, mulher!?

E eu respondo com uma pergunta: mas com este tempo de chuva, frio e baixa temperatura por onde posso andar?
Mas ando, ando a empacotar loiças, copos, panelas, armários, sofás, camas, colchões...
E nos intervalos vejo o movimento no shopingue.
E saí eu de casa pra isto! Vida de mãe não tira férias.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Na minha mala tem de tudo

Na mala de uma mãe cujo filho está emigrado mesmo sendo ali ao lado em Portugal Continental (para mim é como se estivesse na Austrália, tal é a sensação de lonjura) tem de tudo.
Ora, o Bisalho (para quem ainda não saiba "Bisalho" quer dizer pintainho em madeirense) manda-me uma lista de saudades, que é como quem diz comidas, para eu levar.
Assim, mesmo antes de colocar a roupa meto as saudades dele. É anonas, bolachas inglesas e palitos de cerveja. É fígado de novilho que levo já preparado) e milho para fritar. É milho para cozer com espada de cebolada. É bananas, é espigos...
Broas de mel, de coco, de manteiga...
Só depois disto tudo é que meto a roupa.

Onde cabe a roupa, pergunto também vocês, meus amigos, enquanto tamborilham os dedos na mesa e franzem o sobrolho?
Só acrescento que vamos dois, e só vai a mala de cabine que, na Transavia, tem o peso máximo de dez quilos.
Agora é aquele momento em que levantam as sobrancelhas e dizem: hããã!? Como?!
E nem pensem por um instante que vou andar nua e descalça.
Ah, e a minha filha, que faz e vende granola  da "gran'all"....(Correi ao feicebuque e encomendei), trouxe-me umas para levar que haviam sido encomendadas.
Agora podem pôr a mão no peito e abanar a cabeça de admiração.